22 de fev de 2016

Vida que segue...

Acabamos de passar por uma longa jornada... Parece engraçado e até clichê, mas a gravidez dura bem mais que 9 meses. São semanas de conversa, planejamento e discussões intermináveis pra avaliar o melhor momento de engravidar. Depois vem o tempo das tentativas, para algumas mulheres esse período se torna uma eternidade de espera e expectativas. Até que finalmente você faz o bendito teste e #Pah gravidez a vista... Aí sim, nove meses de espera.

A gravidez do Estêvão foi um longo teste de confiança e dependência em Deus. Em temos de Chikungunya, Dengue, Zyca Vírus e MicroCefalia estar grávida se torna um constante estado de insegurança. É o medo normal e as preocupações com o bebê, com as coisas do bebê, com o irmão do bebê que tem apenas dois anos e é completamente dependente da mamãe. Sem falar nas dúvidas sobre parto, medo de cesariana, vários relatos sobre perda de bebês, falta de plano de saúde e o tão temível SUS.

No meio de tudo isso, entrar em pânico e viver com medo está fora de questão. Nove anos atrás eu fiz a escolha mais importante da minha vida e depois disso, tudo é consequência.
Nos últimos nove meses não fiz outra coisa a não ser refletir sobre isso, sobre quem eu sou e a forma como decido viver a vida.

Quando o medo bate a porta, começamos a cogitar uma série de saídas e soluções para os problemas. Daí a lista de soluções vai longe... De repelente a parto particular a tendência é buscar tábuas de salvação nas quais conseguiremos nos apoiar e aplacar o medo.
Não sou do tipo que vive com medo, eu escolho confiar em Deus, por mais louco, crenteis e irresponsável que isso possa soar para alguns, não gosto de alimentar o medo, mas sempre lembro a mim mesma quem é que vai a minha frente.
Minha confiança permanece em Deus.
E agora que passou eu olho pro Estevão deitado bem aqui na minha frente, lindo, tranquilo e perfeito... Só consigo pensar em uma coisa, na soberania e cuidado de Deus.

"Pois tu és a minha esperança, ó Soberano Senhor, em ti está a minha confiança desde a juventude."

6 de set de 2015

Bike sem pedal

Enrolei até não querer mais pra fazer esse post, mas acho que vale a dica.

Logo que começamos a namorar, nossos vizinhos gringos (Salve Salve família De Jong) deram pra filhinha de 2 pra 3 anos uma bicicleta muito diferente. Era toda de madeira e sem pedal.

Na época, nem pensávamos em ter filhos, mas sabíamos que nossos filhos teriam aquela bike.

"Querendo ou não... Os gringos sabem das coisas!" Eu vivo repetindo essa frase.
A menininha (nossa mais que amada Iara) voava naquela bicicletinha sem pedal. Ela usava o pezinho pra dar impulso e quando pegava velocidade, levantava a perninha e ia só no equilíbrio.
Essa é a sacada desse tipo de bicicleta, a criança aprende a se equilibrar e não fica dependente das rodinhas.

O Calebe ganhou a bicicletinha sem pedal da Tia Thais quando tinha um ano e pouquinho, mal sabia andar e já tinha a bicicleta.
Hoje, com 1 ano e 9 meses ele já anda pra todo lado com a bike dele. Ainda não dominou o equilíbrio totalmente, mas ele se arrisca bem.


De vez em quando ainda temos que responder perguntas como "Não tem pedal?" "É assim mesmo" "Diferente né?".
Eu sei que a bicicletinha é o máximo e é muito mais didática do que a bicicleta tradicional. Não é comum aqui no Brasil, mas vou falar... Os gringos sabem das coisas.

Dá uma olhadinha nessa reportagem sobre a tal bike sem pedal... Só clicar Aqui!

Dica boa é dica compartilhada, certo?

10 de ago de 2015

Filme: TransformAção – O impacto de ações na comunidade.


Produzi este filme como trabalho de conclusão da pós graduação em Jornalismo cinematográfico que fiz ano passado. Foi um longo caminho até o resultado final. Assim como a maioria dos filmes documentários, a idéia inicial passou por diversas transformações, adaptações e aperfeiçoamentos para chegar ao resultado final.

De início a ideia era fazer um filme sobre a vida de alguns meninos que moram na Vila Dias e fazem parte dos projetos onde trabalhávamos em parceria na época. Então, surgiu a ideia de dar oportunidade para que os meninos fizessem um filme da vida deles mesmos. Para isso, seria necessário capacitá-los, o que era uma ótima idéia e encaixava perfeitamente no projeto que trabalhávamos, sem contar o resultado que tal experiência traria para vida deles...

Considerando o curto período que teríamos e a complexidade da ação, foi necessário o afunilamento da idéia para algo do cotidiano deles, assim, eles mesmos decidiriam o que seria feito.





Minha ideia original se transformou numa oficina de cinema e estava gerando tantas novidades para a vida dos meninos que pensei em fazer um making off do processo todo. Foi então que os orientadores do meu trabalho da Pós deram a ideia de fazer um doc a respeito do resultado de ações como estas em comunidades carentes.

Ao terminar o curso, apresentei o filme que produzi e tive nota máxima. Porém a banca deu algumas sugestões de como deixar o filme ainda melhor.

Fiquei muito empolgado, mas estava de mudança marcada e sem tempo para publicar e divulgar o filme. Salvei todos meus arquivos, projetos e tudo que produzi na Jocum em Belo Horizonte em meu HD Externo e mudei de “mala e cuia” com minha família para o norte do Paraná.

Como estava sem um computador pessoal adequado para trabalhar no filme, deixei ele guardado no HD e continuei seguindo a vida, trabalhando agora na Jocum aqui em Maringá. 

Certo dia me dei falta de alguns arquivos que deveriam estar no HD,  e fui procurar. Nada do que eu salvei naquele dia estava lá. Nenhum arquivo sequer produzido no meu tempo de Belo Horizonte estava em meu HD. Minha esperança era que o espaço estava ocupado. Tentei diversas coisas e nada deu certo, até que um amigo comentou comigo de um programa gratuito que poderia encontrar.

Orei muito durante o processo de instalação deste programa e, graças a Deus, consegui encontrar tudo que estava perdido. Que alívio! Para mim o mais importante era o filme, que nem sequer havia sido publicado.

Até pensei em fazer algumas alterações, porém resolvi deixar as sugestões dos professores para as próximas produções. 

Segue então, meu trabalho de conclusão da pós graduação: TransformAção – O impacto de ações na comunidade.


11 de jun de 2015

Sobre trajetória, vida adulta e coisas que acumulamos no caminho

Sou daquelas pessoas que colecionam frases, sabe? Certa vez ouvi uma que guardo até hoje:
"É no andar da carruagem que as melancias se ajeitam."

Estava aqui fazendo uns cálculos, pensando na vida e me deparei com o fato de que esse ano completarei nove anos em missões na Jocum.

Olha que loucura... Nos últimos anos eu aprendi a ser gente, aprendi a olhar e dar importância ao próximo e ao distante, aprendi a cuidar de criança e vou te contar, quanto mais remelentinha, mais eu amo! 
Nos últimos anos me tornei uma super professora, sou capaz de controlar uma turma de 80 crianças de 3 a 17 anos e ensinar o que for preciso sem emitir nenhum grito. 
Nos últimos nove anos, conheci heróis de verdade, super homens que atravessam continentes pra transformar lugares e pessoas. 
Conheci altas histórias, me deparei com problemas que são mil vezes maiores do que minha capacidade de solucioná-los, aprendi sobre coisas complexas como tráfico de pessoas, abuso sexual, estrupo, gravidez precoce, desestrutura familiar e por aí vai.
Nos últimos anos cumpri muita escala de tarefa (isso é bem característico da Jocum), lavei muita louça, limpei muito banheiro, ajudei a construir casas, decorei festas. Nos últimos nove anos eu aprendi a fazer comida, aprendi a administrar muito dinheiro e aprendi a realizar grandes projetos sem dinheiro nenhum. 
Nos últimos nove anos eu aprendi a falar inglês, aprendi meia dúzia de palavras em holandês e aperfeiçoei o meu português. Aprendi que o mundo é enorme e me apaixonei por lugares onde nunca pisei, mas que frequento todos os dias em oração.
Nos últimos nove anos conheci lugares, comidas, costumes, sotaques e gente de todo o tipo.

Em missões eu me criei, virei adulta, conheci meu marido, casei, tive um filho e agora terei outro. Nos últimos nove anos eu dei passos importantes, passos de obediência e renúncia que me trouxeram até aqui!

22 de mai de 2015

Sobre essa vida "sem salário nem carteira assinada" - Parte III

“Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade.” Salmo 2:8
Esse versículo é uma promessa e também um grande desafio. Na história de Israel, apenas uma tribo não tomou posse de terras ou riquezas.  À tribo de Levi foi dada a herança de pertencer ao Senhor e viver totalmente dedicado a seu serviço. 
“Por isso Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o Senhor é a sua herança.” Dt. 10:9
Somos dessa linhagem. Essa é a nossa herança, nossa riqueza, nossa paixão, nosso trabalho. Isso é o que nos faz levantar cedo pra viver cada dia.

Nosso trabalho não é convencional, está mais pra um estilo de vida do que pra um trabalho. É tão complicado que fica difícil até explicar. Depois de 9 anos ainda gaguejo quando alguém me pergunta... Qual sua profissão?

Missionários são exímios chefes de cozinha, administradores, contadores, pedreiros, engenheiros, construtores, enfermeiros, dependendo da situação... São curandeiros.

Conheço missionários que são agentes de viagem, guia turísticos, experts em hotelaria, motoristas, mecânicos... São os melhores professores que existem, são pastores, conselheiros, fazem vezes de psicólogos, são agentes de saúde, assistentes sociais, são ótimos alunos, excelentes ouvintes... Missionários são extremamente empreendedores. São as melhores pessoas pra captar recursos, tem uma capacidade altíssima de fazer muito com pouco, são recicladores, entendem tudo de sustentabilidade, amam e cuidam do meio ambiente, são capazes de acolher qualquer tipo de pessoa e se adaptam a qualquer tipo de situação. São valentes, destemidos, se lançam em cargos de liderança, aprendem na prática e por serem tão desprendidos, sabem viver com pouco e são excelentes na arte de amar e valorizar o próximo.

Eu sou missionária... Com muito orgulho... Com muito amor!

Como missionários servimos à Deus em tempo integral, somos voluntários e não recebemos salário para fazer a obra de Deus. Nosso sustento vem de pessoas que acreditam no nosso trabalho e investem na nossa missão de vida. É loucura, mas por nove anos, nada nos tem faltado e a caminhada tem seguido a diante cada vez mais sólida.
Hoje, temos levantado a voz em oração para que o Salmo 2:8 se torne realidade na nossa vida. Oramos para que Deus confie à nós essa herança de possuir as nações e os confins da terra. Oramos para que Deus use nossa vida para alcançar diferentes categorias de crianças em situação de risco ao redor do mundo. 

Chegou nossa hora de ir para as nações, é chegado o tempo de voar mais alto.

3 de mai de 2015

#FamílianaEstrada II

Viajar é sem dúvida uma das coisas que eu mais gosto nessa vida em missões.
Simplesmente amo conhecer lugares, pessoas, costumes, culturas, comidas diferentes, sotaques, etc. Sem dúvida essa é a parte mais gostosa da vida em missões.

Fizemos um filminho com imagens da nossa viagem à Santa Rita do Pardo. 
Dá um play e confira!




23 de abr de 2015

Sobre opressão, sofrimento, indiferença, etc

Esse assunto (e altas vertentes dele) ainda vão render muito por aqui.

"Poucos desses teóricos vêm até o local para ver o que está acontecendo. Todo o debate sobre como devemos chamar o problema é irrelevante. O ponto crucial é: crianças estão sendo escravizadas."

Esse é um pequeno trecho do livro Metade do Céu (de Nicholas D. Kristof e Sheryl Wudunn - Editora Novo Século) e na tarde de hoje essa frase saltou aos meus olhos.
Fala sobre teoria, sobre distanciamento, sobre discussões tolas, sobre falta de relevância e o principal... Sobre o fato de que hoje, existe um número maior de pessoas escravizadas (algo em torno de 27 milhões de pessoas), do que houve no passado durante os séculos em que durou a escravidão de negros africanos.

Estranho pensar que existe no mundo pessoas que vivem como propriedade de alguém, como um objeto, uma roupa ou um móvel. A diferença é que os proprietários utilizam sua "mercadoria" que em muitos casos pode ser uma menina cambojana, ou indiana ou até mesmo brasileira, para ganhar dinheiro satisfazendo os clientes que pagam para ter seus desejos sexuais satisfeitos. 
Em Belo Horizonte, em apoio a projetos de missionários amigos nossos, tivemos contato com locais onde qualquer pessoa poderia comprar um program com uma mulher (de sua escolha) por até R$ 2,00.

No nosso gueto cristão, dentro das igrejas confortáveis, frequentadas por famílias felizes, saudáveis e bem sucedidas, ainda ouvimos frases do tipo: 
"...é prostituta por que quer" 
"...se fosse mesmo honesta ganharia a vida de outra forma"
"...escravidão? Isso é coisa do passado"

Já ouvi relatos de prostitutas que estavam decididas a deixar a vida de prostituição e ao ser convidada a frequentar determinada igreja sofreu a rejeição e o peso do preconceito. Afinal de contas ninguém quer cultuar a Deus ao lado de uma prostituta, nem que seu marido encontre com uma mulher da vida quando for beber água.
Como mulher posso garantir que nenhuma moça, aos 12 anos de idade sonha em crescer e virar prostituta, tenha certeza de que as mais diversas razões a levaram para essa vida... E isso deve ser observado.

Existem pesquisas que apontam para algo em torno de 3 milhões de mulheres e moças em todo o mundo que podem ser consideradas escravas do comércio sexual.
Precisamos acordar para essa realidade. 
Daí você vira e me pergunta: "Ok! Mas o que eu poderia fazer?"
Existe uma série de ações que podem ser tomadas. 

1. Conhecer e Falar do assunto: precisamos trazer o assunto a tona, na sua escola, comunidade, família, célula, classe de escola dominical. A escravidão e a exploração sexual precisam ser assunto em pauta... Caso contrário, esqueceremos ou deixaremos essa realidade de lado.

2. Conscientizar: o número de meninas que são enganadas com promessas de empregos, vida melhor, possibilidade de enviar dinheiro para a família, etc ainda é assustadora. É preciso trazer esses diálogos a tona e prevenir que meninas e meninos sejam enganadas com falsas promessas  e mentiras. Muitas vezes a própria família empurra as meninas e meninos para esse tipo de cilada.

3. Estar atento: existe o fator internet que tem sido grande parceira de aliciadores, pedófilos e todo tipo de pessoas mal intencionadas que agem sem escrúpulos para roubar a inocência de crianças e adolescentes. Existem pais que não fazem a mínima ideia do que seus filhos adolescentes fazem na internet. Ouvi relatos de uma adolescente que adicionou um perfil ao seu facebook e eles começaram a trocar mensagens. O cara começou a pedir a ela que ligasse a câmera e pedir que ela fizesse várias coisas como dançar, tirar a blusa e por aí vai. Precisamos estar ligados.
Sem contar o número assustador de homens, rapazes e até meninos em busca de pornografia gratuita na internet. Existem relatos de pastores viciados em pornografia.
Isso tem absolutamente tudo a ver com a rede de exploração sexual.

Essa causa é minha. Decidi lutar com as armas que eu tenho. Não vou invadir bordéis, nem desfazer esquemas de tráfico de pessoas. O que temos feito é falar sobre isso e despertar pessoas a estarem conectados a essa realidade, seja atuando direta ou indiretamente, seja financiando projetos, participando de conferências sobre o assunto, dando palestras em escolas, entre outras tantas ações possíveis.

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, 
mas sim poderosas em Deus para destruição de fortalezas;"

2 Coríntios 10:4

9 de abr de 2015

#FamíliaNaEstrada

Saímos pra viajar e nos desafiamos a filmar partes da viagem pra compartilhar aqui no blog. 
Fomos pra Londrina-PR e depois para Santa Rita do Pardo-MS e agora você confere a primeira parte dessa aventura!


A segunda parte está imperdível... Aguardem.

6 de abr de 2015

#Andanças

Tem tanta foto linda por aqui, que eu não resisti!

Só um gostinho do que foi nossa viagem pra Santa Rita do Pardo - MS na última semana.
Fomos com o #MovimentoUmaBíbliaEmCadaCasa.

Ah... Estamos preparando um vídeo bem legal sobre nossas últimas viagens, mas por enquanto... Dá uma olhadinha!














Nossa experiência em Santa Rita foi daquelas que você sai de casa achando que vai abençoar o povo ensinando ou fazendo algo útil, mas daí descobre que tem tanto pra aprender e volta pra casa se sentindo a pessoa mais rica do mundo!

Além de entregar uma bíblia em cada casa da cidade (isso mesmo, entregamos 1 bíblia em todas as casas da cidade), ainda realizamos oficinas de fotografia para crianças e adolescentes, distribuição de cestas básicas, atendimento odontológico, maratona de leitura bíblica em praça pública (conseguimos ler a bíblia inteira em 5 dias lendo ininterruptamente) entre outras coisas maravilhosas que Deus fez durante a semana que passamos ali em Santa Rita.

Conheça mais sobre o movimento A Bíblia em Cada Casa, clicando aqui!

10 de mar de 2015

Sobre essa vida "sem salário nem carteira assinada" - Parte II

Um campo para chamar de meu!

Quem me conhece a mais tempo e acompanha minhas andanças, sabe que eu tenho dedicado minha vida trabalhando em comunidades carentes.

Primeiro foi o Flexal II lá em Cariacica Espírito Santo. A favela mais linda do mundo, tive o privilégio de viver e aprender trabalhando ali por 3 anos.


Depois veio a Vila Dias, minha comunidade do coração. Pequena na extensão geográfica e gigantesca nos desafios e oportunidades... Foram 4 anos onde aprendi e trabalhei igual gente grande.

 

Agora é a vez do Vale Azul um bairro rural espremido entre Maringá e o município de Sarandi aqui no Paraná! Será minha primeira vez num contexto rural. Faz 1 mês que comecei a apoiar o trabalho que já é feito por lá e posso dizer... Mais um lugar pra chamar de meu!

"O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo."
Mateus 13:44


Não tenho salário, nem carteira assinada e mesmo assim posso dizer que tenho o melhor trabalho do mundo. Faço o que me realiza, dedico minha vida para que outros tenham uma vida ainda melhor e de quebra ainda aprendo tanto... São novas habilidades e capacidades que eu nem sonhava em alcançar.

Já pensei em parar, em desistir e procurar um emprego com salário de verdade, já pensei em mudar de área e trabalhar em alguma outra coisa mesmo dentro da Jocum.
Mas a verdade é que quando você encontra um tesouro, você não não abre mão... Pelo contrário, se enche de alegria e após vender tudo o que possui compra o campo só para poder chamar de seu!

E esse é o meu campo... Essa é a minha parte!

Sou chamada por Deus para dedicar minha vida e trabalhar em comunidades carentes.
Amo ver crianças pequenas ouvindo histórias sobre Deus e entendendo quem Ele é e acreditando no seu poder. Amo ver mulheres chegando ao entendimento de que a solução pra sua família destruída é levar Jesus pra dentro de casa. Homens se tornando homens de verdade, não mais uma versão machista e abusiva. Sem contar nos adolescentes que descobrem que existe um mundo de oportunidades saudáveis para ser explorado e conquistado. Meninas que  rompem com o ciclo vicioso e ao invés de engravidar na adolescência vão se formar e alcançar os sonhos que pareciam tão impossíveis. E por aí vai.
Tudo isso eu já vi... Tudo isso eu quero ver de novo.

Isso é o Reino de Deus. E você, tem um campo para chamar de seu?
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